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17 de Janeiro de 2022

Subiu o morro como Antônio, desceu como Nem da Rocinha

Livro conta a história de traficante que fez a Rocinha virar uma favela 'cool': "Lá não era democracia, mas também não era ditadura"

Bruno Nesello Bosi, Bacharel em Direito
Publicado por Bruno Nesello Bosi
há 6 anos

Dezembro de 1999. Eduarda, de nove meses, não para de chorar e está com o pescoço rígido e inclinado para o lado, até quase tocar o ombro esquerdo. A mãe a leva até uma clínica: “Mau jeito dormindo”, dizem os médicos antes de mandá-las de volta para casa. Dias depois a situação da criança se deteriora. Surge um caroço do tamanho de um ovo no pescoço e lesões na coluna cervical. Diagnósticos desencontrados – câncer, histiocitose X –, tratamentos cirúrgicos e quimioterápicos mergulham a vida da família pobre em desespero e lhes impõe uma rotina de peregrinação por clínicas e hospitais. Mãe e pai abandonam seus empregos para cuidar do bebê, as contas atrasam e eles se afundam em dívidas que chegam a 20.000 reais. A doença de filha foi o ponto de partida que levou Antônio Bonfim Lopes, então um trabalhador responsável por uma das equipes de distribuição da revista com a programação da Net, a se tornar o Nem, chefe do tráfico da Rocinha, no Rio de Janeiro, a maior favela da América Latina.

Subiu o morro como Antnio desceu como Nem da Rocinha

A história de Nem é contada no livro O Dono do Morro: Um homem e a batalha pelo Rio (Companhia das Letras), do jornalista inglês Misha Glenny. O autor, que estará na Festa Literária Internacional de Paraty este ano, se encontrou diversas vezes com o ex-traficante, preso desde 2011, no presídio de segurança máxima de Campo Grande, onde aguarda julgamento em oito processos. Ele já foi condenado a 16 anos e oito meses de prisão por tráfico de droga e formação de quadrilha. Na obra também foram ouvidos moradores, amigos e inimigos de Nem, policiais, políticos e o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame.

Mas de volta à pequena Eduarda: quem emprestaria 20.000 reais para um casal de desempregados moradores de um cômodo de cortiço na favela? Antônio, a dois dias de completar 24 anos, recorre à única pessoa disposta a fazer esse favor: Luciano Barbosa da Silva, vulgo Lulu, o chefe do tráfico da Rocinha e uma das principais lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV). Antônio sobe o morro ao encontro do capo, e explica a razão pela qual precisa do dinheiro: “Minha filha vai morrer se eu não fizer nada. Eu venho trabalhar pra você. É a única forma de conseguir te pagar”, relata no livro. Subiu a favela como Antônio, desceu como Nem, apelido de infância que agora foi adotado pelos traficantes. “O que você faria no meu lugar?”, indaga ao autor.

Nem começa como segurança de uma das bocas de fumo da Rocinha. Sua inteligência e moderação fazem com que ele galgue rapidamente os degraus da organização criminosa e se torne braço direito de Lulu. Sob o comando do patrão os índices de violência na Rocinha despencam para patamares equivalentes aos de bairros de classe média da zona sul do Rio. Lulu, que se considerava “um empresário”, costumava dizer que não queria guerra “porque guerra é ruim para os negócios”. Misha o chama de um “ditador esclarecido”: “ele entendia que o dono do morro deveria criar um círculo virtuoso que assegurasse o sustento da favela, devolvendo parte dos lucros à comunidade e criando um clima de crescimento econômico”.

Mandar polícia não adianta. Tem quatro ou cinco pra tomar meu lugar se me prenderem ou matarem

O clima de paz e desenvolvimento na favela começa a azedar em 2004, quando a cúpula do CV ordena que Lulu divida o comando da Rocinha com Eduíno Eustáqui Araújo Filho, vulgo Dudu. “Ele era um estuprador, coisa que não se admite na favela”, afirma Nem no livro. Lulu se insurge contra a ordem e se alia a outra facção, os Amigos dos Amigos (ADA). O que se segue é um período de guerra na comunidade, com os soldados de Eduíno tentando tomar o comando do morro à força. O confronto faz com que o Batalhão de Operações Especiais, o temido Bope, acabe entrando no jogo. Lulu é morto pelos policiais e o caos se instala.

A favela é tomada por sucessivas lutas pelo poder e trocas de comando, até que Nem assume a chefia da Rocinha. Sob sua gestão os soldados do tráfico são orientados a não extorquir ou ameaçar moradores (infratores são punidos com a expulsão do morro), menores de idade são vetados na organização criminosa e o comércio de crack é proibido. A tradição implementada por Lulu de oferecer assistência econômica aos moradores é fortalecida: “Durante seu período no poder, Nem constrói um campinho de futebol para a comunidade, paga viagens de moradores ao Nordeste para reverem a família, banca tratamentos médicos e providencia cestas básicas para os mais carentes”, escreve o autor.

A expertise em logística de Antônio, adquirida no mercado de trabalho formal caiu como uma luva no mundo do crime organizado. Sua visão de empreendedor do tráfico fez com que, em pouco tempo, a favela atendesse por 60% da demanda total de cocaína do Rio de Janeiro. De acordo com estimativas do setor de inteligência da Polícia, a quadrilha movimentava entre 10 e 15 milhões de reais por mês.

Nem - também chamado de Mestre na comunidade - não se importava em deixar que os integrantes da facção abandonassem a vida do crime para trabalhar no mercado formal. Em 2010, em conversa com este repórter publicada na revistaCarta Capital, o traficante elogiou as obras do Programa de Aceleracao do Crescimento na Rocinha, e disse que perdeu “uns 30 soldados", que pediram para deixar a ADA e ir trabalhar nas obras."Nem sequer pensei duas vezes e liberei os caras. É esse tipo de ação que precisa acontecer para combater o crime. Dar oportunidade, esperança. Mandar polícia não adianta. Tem quatro ou cinco pra tomar meu lugar se me prenderem ou matarem”

Sob sua gestão os soldados do tráfico são orientados a não extorquir ou ameaçar moradores (infratores são punidos com a expulsão do morro), e o comércio de crack é proibido

Na reportagem publicada na revista, o traficante chega até mesmo a fazer ummea culpa com relação a seu papel na distribuição de drogas no Rio. “Às vezes um gerente meu chega e fala que fulano está ficando boladão [fora de controle, nervoso] de tanto cheirar. Aí eu penso: porra, se isso tá acontecendo a culpa é nossa. É o nosso produto que ele está usando”. O universo das armas de fogo, que fascinam o universo dos jovens soldados do tráfico, também nunca "fez a cabeça" de Nem: “Odeio arma. Quando era soldado do tráfico, tempos atrás, eu morria de vergonha de passar na frente das senhoras da comunidade que me conheciam desde criança segurando um fuzil.”

Sob seu domínio a Rocinha se torna definitivamente cool, recebendo shows de artistas famosos como o rapper norte-americano Ja Rule e realizando sua própria parada do Orgulho Gay. Com a redução da violência no local, jovens de classe média começaram a frequentar os bailes funk da favela, e o comércio de drogas decola. “Não era uma democracia”, admite Nem. “Mas ao mesmo tempo não era uma ditadura, porque eu sempre explicava meu raciocínio aos moradores”, afirma o ex-traficante em seu relato a Misha.

O fim do reinado

Sua prisão é envolta em mistério. Alguns arriscam dizer que ele queria ser preso para finalmente sair da vida do tráfico

Até pouco antes de ser preso, em 2011, as únicas acusações feitas contra o chefão eram por tráfico de drogas, armas e formação de quadrilha, algo raro em uma cidade que ganhou fama por seus traficantes homicidas. Pouco antes da detenção, foi acusado de participação na morte de duas jovens que desapareceram na comunidade, algo que ele nega. "Durante os cinco anos de Nem no poder correram muitos boatos de homicídios e execuções (...) Com frequência a mídia o apresentava como matador indiscriminado (...) mas não foi apresentada prova alguma", escreve o autor.

Sua prisão é envolta em mistério. Ocorreu às vésperas da implantação de uma Unidade Policial Pacificadora na Rocinha, e muitos acreditam que ele tentava fugir das garras da polícia. Alguns arriscam dizer que ele queria ser preso para finalmente sair da vida do tráfico. O fato é que ele foi encontrado em uma blitz na saída do morro no porta-malas de um carro de luxo com maletas de dinheiro - possivelmente para subornar a polícia. O episódio quase acabou com troca de tiros entre policiais militares, civis e federais, todos querendo se apropriar da prisão do maior traficante do Rio.

O livro também traz histórias que beiram o surrealismo. Como quando PMs sequestraram Chico-Bala, o macaco de estimação de Nem, e exigiram 75.000 dólares de resgate. Ou então quando o chefão pediu que seus soldados entregassem um estuprador para a polícia, e ao chegarem na delegacia os agentes de plantão queriam cobrar 10.000 reais para prender o violador: “Em que tipo de mundo estamos vivendo quando temos que pagar a polícia para prender criminosos?”, questiona Nem.

No início do livro, ao se deparar com relatos contraditórios sobre o traficante - "a imprensa o tratava como sanguinário e quase todos os moradores o adoravam" -, Misha questiona se Nem era “a aranha ou a mosca” na teia de intrigas, corrupção, tráfico e violência na qual o Rio de Janeiro estava enredado. No final, conclui: “Ele era os dois”. Em tempo, a pequena Eduarda se recuperou da doença, e hoje é uma adolescente saudável.


Fonte: El País

51 Comentários

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Não li o livro, mas já amo! ❤️ continuar lendo

Somos dois, ja quero ler esse, preciso ler continuar lendo

A teoria da coculpabilidade sendo descrita neste artigo? Sim, não obstante temos nos comentários sem equidade que o coloca com em uma situação de excludente de ilicitude, assim como os que tiram a total responsabilidade do Estado. Temos aqueles, que dizem “os traficantes” sim, mas o que dizer dos comerciantes de álcool? Al Capone era o quê? Traficante no passado, porém hoje seria comerciante, enfim, equidade deve ser levada em conta. Consumeristas de drogas lícitas ou ilícitas, “quem diz é a lei” sempre haverá, pelo menos é isto que a história conta, para os descrentes da história, o presente conta prova isso. Que tal aplicarmos a coculpabilidade e a coculpabilidade às avessas, para isto basta olhar para a sociedade e o infrator individualmente. continuar lendo

Excelente apontamento Wesley F.
Se Al Capone estivesse vivo hoje, seria Presidente da AMBEV continuar lendo

Que lindo!!Um BANDIDO que estragou centenas de vidas pela sua ambição é tratado como coitadinho? Quantas famílias destruídas por estre marginal? Prisão perpetua para traficantes de drogas. Situação extrema? Se cada um praticasse crime em situação extrema já viu. Esquerda e seus filhotes, por estas e outras que temos mais de 50 mil homicídios por ano. continuar lendo

Que lindo!!! Um ESTADO que estraga centenas de vidas pela sua ambição corrupta é tratado como neutro em sua afirmação? Quantas familias necessitam deste ESTADO? Saúde de qualidade, educação de qualidade, trabalho digno não cria traficantes. Mas vivemos em situação extrema sim! Superficialidades e seus filhotes, por estas e outras que temos tamanha desigualdade social. continuar lendo

Alex, há verdade em sua exposição.
De fato as escolhas de Nem da Rocinha causaram sérios prejuízos a muitas outras pessoas. Há também uma enorme maioria de pessoas em situação similar que não escolhe a prática criminosa. Em contrapartida, no caso dele especificamente eu tendo a entender a escolha inicial. Entretanto, aqui cabe a máxima muito usada no meio militar: explica mas não justifica. Questão similar foi abordada em um filme em que Denzel Washington sequestra um hospital para conseguir atendimento para seu filho. Continua sendo crime. Mas mesmo sabendo disso ele fez essa escolha, achando que valia a pena sacrificar a própria liberdade para conseguir o atendimento. Veja-se, em momento algum deixou de se considerar a conduta como criminosa. E também concordo que a tentativa de justificar, como regra, crimes, aumentou em muito a impunidade em nosso país, e por conseguinte concorreu para alcançarmos o número absurdo de crimes (entre eles homicídios) atual.
E por isso entro também no comentário do Marco, já que se parte da premissa de que em havendo educação, saúde e emprego de qualidade não haveria traficantes. Fosse assim a Europa não teria o grande número de traficantes que tem. Estes escolheram essa atividade por ser muito lucrativa, e, em regra, não por necessidade.
Fernandinho Beira Mar não se tornou chefe do tráfico no RJ por necessidade, mas por opção. Todos os seus outros colegas de escola viraram cidadãos ordinários, e não criminosos, apesar de provirem da mesma condição social.
Se o meio ajuda - principalmente pela contaminação que decorre da disseminação da impunidade - ele não é determinante. continuar lendo

Coitado de você Alex, achando que um bandido sozinho estraga a vida das pessoas. O traficante de drogas só existe porque tem gente querendo. O usuário sustenta o negócio. O Estado, com corrupção e incompetência, não só não consegue acabar com isso, como só piora através de milícias e policiais subornados. Se o Estado providenciasse uma qualidade de vida melhor aos seus tutelados o número de traficantes e demais bandidos seria muito menor, dado que muitos entram nessa vida por falta de oportunidade e vida miserável. Quantas famílias destruídas? Quantas famílias salvas? O seu problema é sempre ver a pior versão das coisas. Não sabe sopesar as diferentes medidas em diferentes situações. Além do que, o próprio autor do livro esclarece que a prisão do Nem é envolta de mistérios. continuar lendo

A propósito, sobre a forma mais comum de formação de criminosos (disseminação da conduta criminosa através da impunidade):
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/06/1786352-instavel-menino-de-11-anos-morto-por-gcm-passou-de-brincalhaoarebelde.shtml continuar lendo

Caramba, qta "justificativa estadual" que vejo pros "coitadinhos" dos vagabundos que entram no crime. Como se educação, saúde e emprego de qualidade alterasse o caráter dos caras que trocaram escola por drogas e mais tarde trabalho por fuzil. Antes que qqer sociólogo anti-estadual me malhe, não me refiro diretamente ao personagem tema do artigo. Culpar estado por opção criminosa, justificativa parecida com a do técnico declarar que seu time perdeu feio pqe o campo estava muito ruim. continuar lendo

Yuri, coitado de você com este pensamento esquerdista do coitadismo, do deus Estado, onde ele é responsável pelo destino das pessoas. Elas mesmas que fazem seu destino, e quanto mais o Estado tutela a vida do cidadão, mais situações deste tipo vão ocorrer. Quais medidas em quais situações você se refere? Em momento algum eu citei o livro. Se a prisão é envolta em mistério, os seu envolvimento com o tráfico e notório. E graças a Deus, o tráfico de drogas é crime. Se cada pessoa que estivesse em dificuldades cometesse crimes, e usasse a dificuldade como subterfúgio, imagina. Droga não e crime não salva família nenhuma, e me diga, existe algo bom nesta situação, pois você afirma que vejo só o lado ruim. Qual lado bom comuna? continuar lendo

Yuri Dourado de Andrade, você afirma que o Alex Limberger é um "coitado", por este achar que um bandido sozinho consegue estragar a vida de pessoas. Então, seguindo a sua linha de raciocínio, podemos concluir que você é um "outro coitado". Digo isto, pois, você achar que policiais subornados pioram a situação (do tráfico de drogas) é algo totalmente contrário ao que afirmou anteriormente. Você deveria pensar deste modo: "culpados não são os policiais subornados, mas sim aqueles que lhe oferecem o suborno". continuar lendo

Já estudou os institutos do estado de necessidade e/ou inexigibilidade de conduta diversa? Não estou dizendo que o presente caso seja um exemplo daquela excludente de ilicitude ou desta dirimente de culpabilidade, pois precisaria de uma apuração mas detalhada dos fatos. Porém, por diversas vezes nos deparamos com casos de pessoas que praticam condutas indesejadas por não restarem mais alternativas. Quando diz "se cada um praticasse crime em uma situação extrema já viu." só diz isso porque vê tudo isso de camarote, é um privilegiado, você é a exceção. Não julgue o que você não vive! continuar lendo

"Esquerda e seus filhotes. Por essas e por outras que temos mais de 50 mil homicídios por ano". O ser lê todo o texto, não faz nenhum tipo de análise crítica, leva para o campo político e quer justificar sua forma de pensar. Em nenhum momento percebe que a crítica é ao Estado que nada faz para mudar esse contexto de violência. Não tem ninguém vangloriando ou adorando os feitos do personagem central, mas coloque seu pré julgamento de lado, perceba que o problema brasileiro é social. Não se trata de esquerda ou direita, esquece isso. Enquanto não reduzirmos a desigualdade social, fornecer o mínimo existencial a todos e zelar pela dignidade da pessoa humana, nada disso irá mudar. continuar lendo

Não entendi que ele estava sendo tratado como coitadinho. Tudo que li confirma ser ele um criminoso. Mas isso não invalida uma versão em que se apresentam razões para a sua entrada na vida do crime e diferenciais da sua atuação. Entendo a sua preocupação com o viés esquerdista mas, se ninguém puder enxergar a vida pessoal por trás da figura do criminoso sem ser taxado de esquerdista, estaremos numa sociedade ainda mais estúpida do que as sociedades de esquerda. continuar lendo

Alex e Thiago, em nenhum momento eu defendi o Nem. Ele tem que ser e permanecer preso. E sim, Thiago, é verdade, tanto que existe os crimes de corrupção ativa e passiva. O que eu quero dizer é que QUALQUER UM pode subornar um policial, mas somente o policial pode aceitar o suborno ou ter a força coercitiva para prendê-lo sob flagrante. Por óbvio, o elo policial é mais importante, porque ele deveria ser exemplo de impunidade e inflexibilidade. É diferente um policial aceitar um suborno do que um grande empresário aceitar, em qualquer situação. O policial está representando o Estado, o empresário (ou o indivíduo) representa sua vida privada.
Alex, e o que você quer que a população faça? Ou você aceita o Estado ou não o aceita, sendo ele corrupto ou não ele é essencial. Nós, como cidadãos devemos lutar para que ele mude e não rejeitá-lo como você sugere. E eu não estou defendendo que o que o Nem fez é certo, mas é justificável.
Você e o Thiago tem um pensamento extremistas, tipo: "você tem um pensamento esquerdista, isso é ruim! Seu esquerdista!" Cara, todos nós devemos ter pensamentos tanto de esquerda quanto de direita, mas não podemos ser extremistas. Tudo ao extremo é ruim, assim como o pensamento de direita exacerbado é ruim. Nas situações devemos pensar com os dois hemisférios, esquerda e direita, e sopesar para decidir o que é certo, justo e justificável. continuar lendo

Dione, não sei se você percebeu, mas você, logo após dizer que não se trata de direita ou esquerda, reproduz um dos maiores mitos da esquerda: o bom selvagem.
Os dados estatísticos não o sustentam. Sendo o caso em tela exceção em seu início, e não regra, não é o que produziria maiores resultados para o objetivo redução da criminalidade.
Os dados brasileiros de redução de pobreza, aumento ou diminuição de criminalidade entre as Unidades da Federação e ação do Estado no combate à impunidade demonstram justamente isso. continuar lendo

Com ou sem Nem, o fato é que depois que a esquerda tomou as rédeas da nação, já vão mais de 20 (inclusos faculdades, escolas, ongs, cnbb, oab, sindicatos...), a violência só aumenta (deixando de lado saúde, educação estamos entre os piores do mundo, infraestrutura...), o Estado aumenta, as mazelas também. Saul Alinsky , o ídolo do Obama e de vários brasileiros, dizia mais ou menos assim...Usar o Estado para acabar com o próprio Estado. Ou seja imploda o Estado de tanto que as pessoas o buscam. Não existe nada bom a médio prazo ou longo prazo que venha da esquerda, pode parecer bom e bonito no começo, mas o resultado final será oposto do que apregoado no inicio. Exemplo é o desarmamento civil, que a pretexto de diminuir a violência, fez o contrário, aumentou-a, e deixou a população sem direito de defesa, contra os bandidos e a qualquer governante tirânico. Foi assim na URSS, Alemanha Nazista (alguns vão dizer que era de direita), no Holocausto Armênio.Se foi o boi com a corda. continuar lendo

Muito bom, realmente muito bom! Faz-nos pensar sobre a ineficiência do estado, e a criação desses "estados paralelos". continuar lendo

Pronto. Nasce mais um "herói nacional". O livro vai virar filme e a sociedade, vitima do tráfico, vai aplaudir o cara que virou chefão do tráfico por "necessidade". As milhares de famílias destruídas por causa das drogas são as verdadeiras vítimas desse Brasil desprovido de HERÓIS e de bom senso! Acordem pessoal! continuar lendo